Luzes da India

quarta-feira

Tagore


Por deleite, Tu me tornaste infinito, esvaziaste diversas vezes este vaso delicado, enchendo-o sempre com vida fresca.
Tu levaste esta flauta de bambu por vales e montanhas, soprando melodias eternamente renovadas.
Ao toque imortal de Tuas mãos, meu pequeno coração perde seus contornos na alegria, e diz o indizível.
Tuas dádivas infindas caem em minhas mãos tão pequenas. O tempo passa, elas continuam a cair, e ainda há muito a receber.

Tagore



Obs: Texto extraído do livreto Textos Oração-Meditação, suplemento da Revista Ananda, publicada pela Casa Sri Aurobindo.

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