8° Dia
O dia só fica claro aqui às 6h, é como se fosse 4h em Recife... Às 7h o sol nasce...
Acordei e olhei do meu lado direito, o sol aquecendo a terra, e a alegria da natureza, árvores lindas!
Os esquilos fazendo a maior festa e os pássaros nem se fala, é contagiante!
Auroville tem árvores muito belas, essa é uma parte muito preciosa para eles, afinal de contas, isso aqui já foi um deserto! É impressionante como à noite o tempo esfria, muda totalmente a temperatura...
Tomamos nosso café da manhã – na saída, França não conseguiu ligar a scooter (nossa motoca). Fomos caminhando e empurrando até a oficina de Kumar – Na verdade, tinha uma malícia pra ligar. Não gostei da scooter, achei pesada, difícil de equilibrar.
Fomos ao Matrimandir. Meditamos na pétala, sinceridade. Tem sido um momento muito especial do nosso dia.
Estou querendo muito ser voluntária no Matrimandir. Mas, estamos distantes... Dia 28 é aniversário de Auroville, no outro dia vamos à Tiruvannamalai... Vamos viver um dia de cada vez, o dia de amanhã se encarregará de si próprio!
De lá, fomos conhecer um lugar lindo, chama-se Svaram. Lá, eles fabricam e vendem instrumentos bem alternativos. Tem até uma pedra que canta, sinos belíssimos, flautas e etc. Isso fica dentro da Ganesh Bakery, tem várias lojas...
Conhecemos também um projeto de bicicletas elétricas, ficamos doidos pra comprar, custa mais ou menos uns 800reais. Uma proposta que está sendo cada vez mais aderida pelos Aurovillianos. É muito satisfatório ver de perto propostas tão conscientes!
Tem loja de roupas com tecidos de algodão orgânico. O pessoal de Auroville tem todo um trabalho de educar o povo que está nos arredores.
Mas, é impressionante como eles tão copiando o nosso lado “negativo” e nós o lado “positivo” deles.
Só um pequeno exemplo: você chega nos restaurantes, os ocidentais pede suco de frutas, os indianos pedem coca cola... E por aí vai...
Fomos almoçar na Solar Kitchen, tem uma aréa para pessoas que querem comer em silêncio, sentamos lá! Tem hora que cansa, indiano é um povo muito barulhento!
Depois subimos ao La Terrace. Desde ontem estamos sem internet. França foi ver se conseguia se conectar, mas não conseguiu, estava lotado! Essa é uma época de muita gente, alta temporada! Eu aproveitei e tomei um chá ayurvédico. Dá uma paz! O corpo e a alma agradecem...
De lá, fomos ao Visitors Center, na entrada encontramos Marisa e Denise saindo, é sempre uma alegria encontrá-las. Marcamos para nos encontrar às 17h,para combinar o táxi para Tiruvannamalai.
Fomos ver Aryamani, que estava trabalhando – ela nos falou de uma adolescente, que morreu num acidente de moto, 20 anos... a mãe dela é uma espanhola que conhecemos
em 2008, quando viemos aqui. Todos os Aurovillianos estão em estado de choque e logo agora, às portas do aniversário da cidade.
Saímos dali, pra casa, em silêncio e pensativos, sentindo um pouco essa dor. É, a morte é a dona da vida! que complexo!
Fomos pra casa para uma sesta. Saímos às 17h para encontar Marisa. Marcamos o táxi, para terça às 8h. Tudo certo!
Jantamos com as meninas, na Farm Fresh (é tipo um purtus), lá eles servem lanches rápidos.
Depois passamos no Bharath Nivas, é uma comunidade tibetana. De vez em quando o Dalai vem aqui, a útima vez foi em 2009. Estava tendo um jantar, depois ia ter uma dança. Como já tinhamos jantado, fomos ao Visitors Center. Assistimos uma peça linda, com crianças, praticamente um musical, lindo!!! Esse é o futuro, as crianças que aqui crescem, e se tornam adultos com essa bagagem! Auroville cumpre um papel importante na humanidade!
Chegamos em casa. Ufa! foi um dia bem aproveitado!!!
França ainda não conseguiu se desligar do trabalho.Quando chega, quando acorda, vai logo pro computador! Sou muito grata, por estar vivendo essa aventura, com ele ao meu lado! Dhanyava!

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